Salário (subsídio)
Valor bruto mensal fixado em lei, antes do imposto de renda e da previdência. Desde fevereiro de 2025 é de R$ 46.366,19, o mesmo valor do teto do funcionalismo. Pode ser menor em meses com faltas ou licença.
13º salário
Pago em duas parcelas, como para qualquer trabalhador.
Cota parlamentar
Dinheiro mensal para despesas do mandato: passagens, escritório no estado, combustível, divulgação e outras. É reembolsado mediante nota fiscal. Na Câmara, o limite vai de R$ 41,6 mil (DF) a R$ 58,5 mil (RR) por mês, por causa do preço das passagens até Brasília. O que não é usado num mês acumula para os meses seguintes do mesmo ano.
Equipe do gabinete
É o dinheiro que paga as pessoas que trabalham para o parlamentar; não vai para o bolso dele, por isso aparece separado. Na Câmara, cada deputado tem até R$ 165.806,07 por mês (a verba de gabinete) para pagar até 25 secretários parlamentares; contamos quem trabalhou em cada mês. No Senado, os assessores comissionados são pagos direto pela folha; o custo e o número de pessoas por senador são uma estimativa nossa, feita a partir da folha de pagamento.
Auxílio-moradia e imóvel funcional
Quem não mora num dos apartamentos funcionais em Brasília pode receber auxílio-moradia: R$ 4.253 por mês na Câmara e R$ 5.500 no Senado.
Governo federal: presidente, vice e ministros
Os dados vêm do Portal da Transparência. Vai para o bolso: o salário (R$ 46.366,19 por mês em 2025, o mesmo dos parlamentares), o 13º, as férias e os jetons, pagos a quem participa de conselhos de estatais e de outras entidades. Gastos do cargo: as viagens oficiais (diárias e passagens compradas). Ministros não têm cota parlamentar nem verba de gabinete. Voos em aviões da FAB e no avião presidencial não têm custo publicado, por isso o presidente aparece praticamente só com o salário. Os jetons de Itaipu, que é binacional, não aparecem no Portal. Ministro que é deputado ou senador licenciado pode receber o salário pelo Congresso; nesses meses, usamos o valor pago pela Câmara ou pelo Senado. O Portal publica os salários com uns 2 meses de atraso.
Ajuda de custo e diárias
A ajuda de custo é um salário extra pago no começo e no fim do mandato. As diárias são pagas em viagens oficiais, para cobrir hospedagem e alimentação.
Como calculamos
- Vai para o bolso: salário, 13º, auxílios e ajuda de custo, sempre em valor bruto.
- Gastos do mandato: o que o parlamentar gasta com dinheiro público no próprio mandato, como passagens, combustível, alimentação, escritório no estado e divulgação (a cota parlamentar), além de diárias e outros gastos.
- Custo dele = vai para o bolso + gastos do mandato.
- Equipe do gabinete fica à parte: é dinheiro que paga outras pessoas. Mostramos quanto custa por mês, quantas pessoas são e a média por pessoa.
- Tudo por mês, para poder comparar. Cada média por mês usa os seus próprios meses (com salário, com despesas, com equipe). Assim, uma licença não distorce a conta.
- Alguns valores só são informados por ano: o auxílio-moradia da Câmara e as passagens, correios e outros gastos do Senado. Dividimos o total do ano pelos meses com salário. É uma aproximação, marcada com ≈.
- A cota por tipo (passagens, combustível, aluguel de carros...) também aparece por mês: o total de cada tipo no período dividido pelos meses. Se a cota dá R$ 40 mil por mês e 12% foi com carro, mostramos cerca de R$ 4,8 mil por mês com carro.
- Salários mínimos: R$ 1.320 (2023), R$ 1.412 (2024), R$ 1.518 (2025) e R$ 1.621 (2026).
- Conferimos com os sites oficiais: a cota do Senado bate ao centavo em todas as 324 comparações; a da Câmara, em 37 de 40 casos de uma amostra.
O que ainda falta